Responsabilidade com o animal

Animal

Manejo Humanitário

Os programas de Bem-estar Animal incluem requisitos e procedimentos específicos para proteger a saúde e o bem-estar dos animais durante o transporte, descarga, manejo e processamento, bem como a segurança dos colaboradores envolvidos.

A JBS investe constantemente em melhorias nas instalações, na aquisição dos melhores equipamentos disponíveis no mercado mundial e no treinamento de equipes especializadas, mantidas nas fábricas para acompanhar o recebimento dos animais e garantir o bem-estar até o momento do processamento e motoristas responsáveis pelo transporte. O desempenho em todas as etapas é avaliado e auditado regularmente, interna e externamente, com o uso de métricas específicas.

Todas as operações cumprem as legislações e normas técnicas locais, assim como os princípios de liberdade animal e de abate humanitário. Por questões comerciais, a JBS adota diretrizes religiosas em respeito às características culturais e à diversidade dos mercados em que atua.

Nos Estados Unidos, Brasil e Canadá, os responsáveis pela Garantia de Qualidade são especializados em manejo humanitário e têm certificação emitida pela Professional Animal Auditor Certification Organization (PAACO). Na Austrália, a certificação é realizada pelo Sistema de Certificação BEM-ESTAR ANIMAL de Bem-Estar Animal da Austrália (AAWCS).

Unidades de Produção

Brasil

Friboi

O monitoramento das operações relacionadas ao manejo dos animais nas unidades produtivas é realizado por profissionais capacitados para o treinamento da mão-de-obra, de forma a qualificar os colaboradores e implementar ações corretivas, quando necessário.

A operação de carne bovina no Brasil, até o momento, é a única do setor no país que possui câmeras de monitoramento para avaliação dos indicadores de bem-estar animal em 100% de suas unidades. Com isso, é possível acompanhar à distância todo o processo, desde o desembarque até o abate dos animais, além de ser um estímulo ao engajamento dos colaboradores que realizam o manejo do gado.

Para melhor aderência à Política de Bem-estar Animal adotada pela companhia, foi criado um termo de responsabilidade, em 2016, por meio do qual os colaboradores das unidades de processamento declaram conhecimento sobre as diretrizes estabelecidas pela companhia. Há, ainda, uma plataforma com vídeos e outros materiais técnicos sobre as boas práticas de manejo disponíveis aos colaboradores e aos motoristas da JBS Transportadora e terceiros.

No Brasil, a Friboi utiliza o Animal Handling Guide, escrito pela dra. Temple Grandin em parceria com o comitê de Bem-estar Animal do North American Meat Institute (NAMI), como uma das principais normas técnicas de bem-estar animal nas unidades de processamento. Também são referência outras legislações, nacionais e internacionais, como o Regulamento 1099/2009 da União Europeia, instruções do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento sobre o tema e o novo Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIIS-POA), além da Resolução 675/2017, do Contran, que dispõe sobre o transporte de animais.

As práticas são monitoradas através das auditorias realizadas pela SBC e também pelo boletim de embarque, com informações dos embarques nas fazendas preenchidas pelos motoristas boiadeiros. Essas informações são gerenciadas pelas áreas envolvidas nas unidades e pela SBC por meio dos checklist nas fazendas.

Seara

A Seara atende a legislação brasileira, dos países importadores, dos códigos de práticas dos clientes de aves mais criteriosos do mundo, além de ter seus próprios projetos de diferenciação de produção de mercado. As práticas empregadas são acompanhadas globalmente por instituições certificadoras e clientes com alto nível de exigência em bem-estar animal, tais como Certified Humane, Mc Donald’s, Migros, Moy Park, Global GAP e WQS, entre outros.

Dentro da Seara existem algumas diretrizes para o manejo humanitário. São elas:

  • Para a etapa de produção, cada planta possui, no mínimo, um responsável por turno com treinamento em Bem-estar Animal;
  • Toda equipe que tem algum contato com os animais é treinada, de forma a evitar injúrias e estresse;
  • A gerência da fábrica é responsável por garantir que seja empregada uma quantidade suficiente de colaboradores na linha de pendura (no caso de fábrica de processamento de aves) durante todo o processo, que funciona em uma velocidade que não causa estresse às aves. Após essa fase, os animais passam por um processo de insensibilização e seguem para processamento;
  • No caso dos suínos, deve-se garantir que estejam com a pele úmida e sem excesso de sujidades. No caso do uso de CO2, é preciso que haja a aplicação da concentração adequada, respeitando o tempo mínimo e quantidade máxima de suínos na câmara.

Em 2020, foi dado início ao gerenciamento dos indicadores de Bem-estar Animal de aves por meio de um painel gerencial no sistema, que possibilita melhor visibilidade e tomada de ações com relação aos desvios.

A apanha de aves é a primeira etapa do manejo pré-abate, momento em que as estão mais suscetíveis ao estresse, influenciando diretamente o seu bem-estar. Dessa maneira, é fundamental o preparo das equipes de apanha, as quais são treinadas rotineiramente.

O procedimento operacional é padronizado por meio de orientações técnicas (OT), que estabelecem o tempo mínimo e máximo o jejum de água e ração na granja, orientações para as equipes sobre como devem realizar a apanha das aves; o correto das aves e o número de aves nas caixas de transporte e o padrão de densidade.

Ao chegar na unidade produtiva, as aves são mantidas no galpão de espera em condições de conforto térmico pelo uso do sistema de ventilação e/ou nebulização e cobertura adequada contra incidência direta de raios solares e tempos adversos, como chuva e vento. A umidade e a temperatura ambiente são monitoradas em todas as unidades, e o controle é feito por meio de um conjunto de indicadores visual, eletrônico e térmico.

No caso de suínos, indicadores como densidade no transporte e condições adequadas no descarregamento, ambiência e condições na espera, eficiência de insensibilização, tempo de jejum, escorregões/quedas e registros de mortalidade no transporte (com estudo de causas quando necessário) compõem o check-list.

Para compras de suínos de terceiros é requerido contratualmente o atendimento de requisitos técnicos ou normas de produção, tendo seu atendimento inspecionado no recebimento, bem como nos controles de produção e laboratorial.

Com relação ao bem-estar animal no pré-abate de aves e suínos, cada unidade produtiva deve possuir, no mínimo, um responsável por turno com certificado de treinamento no assunto. Os colaboradores que trabalham diretamente com o animal vivo recebem treinamento ao menos uma vez ao ano e trabalham focados em boas práticas de manejo e bem-estar animal.

A empresa trabalha com a prática de insensibilizar 100% dos animais, com exceção às exigências religiosas, quando aplicáveis. Métodos e controles são adotados de forma a garantir que a insensibilização seja eficaz.

USA

Nos Estados Unidos, as unidades de produção de bovinos e suínos implementaram programas de bem-estar animal alinhados às diretrizes do NAMI e em conformidade com as Diretivas USDA FSIS 6.100.1, 6.900.2 e 9, CFR Parte 313. Todas as nossas unidades implementaram voluntariamente o programa recomendado pelo USDA para o manejo de animais:

Uma Abordagem Sistemática para o Manejo e Abate Humanitários. Esse programa possui quatro elementos:

  • Avaliação inicial de onde e em quais circunstâncias o gado pode sentir excitação, desconforto ou lesão acidental ao ser manuseado em conexão com transporte, detenção ou abate;
  • Design da unidade e implementação de treinamento e práticas, abordadas por meio de procedimentos operacionais padronizados que irão minimizar o risco de excitação indevida, desconforto ou lesão acidental;
  • Auditoria periódica do design da unidade e das práticas usadas para garantir que o gado seja tratado de forma humanitária;
  • Melhoria contínua de nosso processo usando resultados de auditoria interna e de terceiros, incorporação de mudanças regulatórias, tendências de desempenho e oportunidades de melhoria que surgem durante a discussão em nossas reuniões semanais da equipe de Bem-estar Animal.

A equipe de garantia de qualidade em cada unidade de produção da JBS USA realiza auditorias diárias para garantir a adesão aos padrões do setor e regulamentações governamentais. O desempenho quanto ao Bem-estar Animal é compartilhado semanalmente com todas as instalações e a alta administração para fomentar supervisão constante e consistente, compartilhamento de melhores práticas de gestão e ações corretivas, se necessário.

No Canadá, a unidade de carne bovina implementa programas de Bem-estar Animal que se alinham às diretrizes do NAMI e cumprem as Normas de Inspeção de Carne da CFIA.

Como parte dos programas de Bem-estar Animal nas unidades de produção de carne bovina e suína na América do Norte, também é usado um Índice de Bem-estar Animal interno com indicadores-chave de desempenho baseados na eficiência de atordoamento, estímulo e insensibilização. As metas do Índice de Bem-estar Animal são calculadas com base em uma pontuação de 100 pontos. Para unidades de produção com pontuação abaixo de sua meta, ações corretivas imediatas são implementadas.

Todas as unidades de produção de suínos nos Estados Unidos usam tecnologia de atordoamento atmosférico controlado e, como tal, utilizam um Índice de Bem-estar Animal interno adaptado, que inclui métricas para preencher as gôndolas com humanidade, onde os suínos são reunidos para atordoamento atmosférico.

Na Austrália, as unidades de produção implementam programas que cumprem o Padrão de Bem-estar Animal da Indústria do AMIC para Estabelecimentos de Processamento de Gado e o Padrão Australiano de Produção Higiênica e Transporte de Carne e Produtos Cárneos para Consumo Humano AS4696. A conformidade com os programas é verificada por meio de auditorias diárias de terceiros. O programa da indústria estabelece seis padrões:

  • Procedimentos de gestão e planejamento;
  • Projeto e manutenção de instalações e equipamentos;
  • Competência da equipe;
  • Gestão e eliminação humanitária de gado fraco, doente ou ferido;
  • Gestão de gado para minimizar o estresse e lesões;
  • Procedimentos de abate humanitário.

Nos confinamentos da JBS Australia, todos os colaboradores que manuseiam o gado são treinados em pecuária, posicionamento adequado e técnicas de zona de fuga, técnicas de manejo de baixo estresse e protocolos adequados quando um animal não coopera, fica agressivo ou inquieto. Além de treinar adequadamente os colaboradores, o projeto e a manutenção da unidade são

essenciais para o manuseio de baixo estresse em nossos confinamentos. As unidades são projetadas para garantir um fluxo uniforme de gado, e os colaboradores são treinados para identificar problemas potenciais que podem impedir o fluxo de gado. Além disso, nossos compromissos e programa de Bem-estar Animal incluem animais de trabalho, como cavalos usados em nossos confinamentos. Todos os suínos são provenientes de fazendas credenciadas pelo Australia Pork Industry Quality Assurance Program (APIQ) com as melhores práticas do setor em termos de bem-estar animal.

Na Pilgrim’s, os programas de Bem-estar Animal nos EUA atendem ou excedem as Diretrizes NCC certificadas pela PAACO para os produtores, incubatórios, frangos de corte e no abate. Os complexos no México estão em conformidade com o Federally Inspected Type (FIT), uma certificação voluntária de qualidade de alimentos do governo mexicano. As instalações na Europa estão em conformidade com os padrões da Regulamentação do Conselho nº 1099/2009 sobre Bem-estar Animal. Em todas as unidades da Pilgrim’s, o manejo de animais por qualquer motivo, incluindo vacinação, tratamento e movimentação para novas instalações ou processamento, é feito usando métodos aprovados para evitar ferimentos. Nas instalações de processamento, os frangos são tratados de maneira humanitária e a iluminação é ajustada para mantê-los calmos. 

As unidades da Pilgrim’s UK processam suínos e cordeiros. O manejo desses animais é feito usando técnicas de baixo estresse, e as instalações são mantidas para garantir o fluxo adequado dos animais. O atordoamento atmosférico controlado é utilizado para todos os suínos. As práticas de Bem-estar Animal nas unidades de produção estão em conformidade com os padrões da Regulamentação do Conselho nº 1099/2009, monitoradas diariamente por inspetores da Food Standards Agency (FSA).

Transporte

O transporte dos animais na JBS é conduzido em veículos, próprios e terceirizados, projetados para promover o Bem-estar Animal por motoristas especializados e capacitados. Esse procedimento evita contusões e minimiza o estresse dos animais ao longo do trajeto, do embarque ao desembarque. Distância e tempo máximo são pré-definidos e procedimentos para descanso, alimentação e fornecimento de água são adotados em conformidade com os prazos estabelecidos.

Seara

São predefinidas distâncias ou tempo de trajeto entre as fazendas e granjas e as unidades produtivas, propiciando mais conforto ao animal. Os veículos circulam preferencialmente pelos melhores acessos, considerando sempre a distância, tempo de viagem e velocidade no percurso. As distâncias médias realizadas são de 54 km para aves e 63 km para suínos. 

Em 2020, 98% do transporte de aves foi feito abaixo de 8 horas.

Equipes treinadas respondem pelo carregamento dos caminhões, que realizam o embarque e desembarque de forma a minimizar o estresse, evitar lesões durante os trajetos e garantir o espaçamento adequado dentro das caixas de transporte ou do caminhão.

Todos motoristas são treinados em Bem-estar Animal e recebem pelo menos uma reciclagem de treinamento anual. Além disso, são orientados em procedimentos de emergência para casos de pane no veículo, interrupção ou bloqueio no trajeto, acidente com a carreta, incêndio ou necessidade de troca de pneus.

Há gerenciamento da rotina de transporte por meio de indicadores, como densidade animal, a fim de garantir a adoção de práticas adequadas.

Friboi

As fazendas fornecedoras ficam a uma distância média de 167 km das unidades produtivas da Companhia. Para fomentar a qualidade no transporte, os motoristas boiadeiros, próprios e terceiros, são treinados, no mínimo, a cada 12 meses, pela JBS e por empresas terceiras especializadas. Para que o conteúdo da Política de Bem-estar Animal da Companhia, disseminada aos motoristas da JBS Transportadora por meio da assinatura de um termo de responsabilidade, alcance os motoristas terceiros, as suas diretrizes também estão contempladas no contrato de prestação de serviço.

Em 2020, 84,67% das viagens abaixo foram feitas abaixo de 8 horas.

Investimentos em frotas modernas que minimizem o estresse dos animais desde o embarque até o desembarque, e que reduzam os riscos de contusões e acidentes com os animais, são realizados de forma frequente. A JBS lidera um projeto inédito no mercado brasileiro e lançou, em 2016, um modelo de carreta totalmente projetada para promover o bem-estar animal durante o transporte do gado, e que vem passando por melhorias contínuas. A nova frota de, aproximadamente, 250 carretas e operada pela JBS Transportadora, possui divisórias internas sem pontas, piso antiderrapante e um elevador hidráulico, que torna o embarque e desembarque dos animais mais silenciosos, menos agitados e, consequentemente, menos estressantes para os animais e para o motorista. 

Essas melhorias são frutos de um acordo de cooperação técnico-científica, estabelecido em 2014, com duas das maiores referências globais no assunto, Dra. Temple Grandin, da Colorado State University, e o Prof. Mateus Paranhos, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), por meio do qual a JBS investe em pesquisas e trabalhos científicos relacionados a Bem-estar Animal.

Os veículos boiadeiros são inspecionados periodicamente por profissionais capacitados para incentivar que as condições estruturais sejam mantidas adequadas para um transporte seguro e confiável.

Como procedimento de rotina, 100% dos veículos boiadeiros da JBS são auditados por meio de formulário específico e os motoristas recebem orientações periódicas sobre a importância da boa manutenção das gaiolas boiadeiras.

USA

O negócio JBS USA Carriers é responsável por fornecer transporte seguro para mais de 1,5 milhão de bovinos a cada ano. Entregar o gado de uma maneira que promova o manejo humanitário durante o carregamento no pátio de alimentação, uma viagem segura para motoristas e animais e o mínimo de estresse sobre o gado durante o descarregamento em nossas instalações é prioridade. A JBS USA Carriers oferece um transporte seguro e eficiente de animais para unidades de produção em todo o país.

A JBS USA Carriers, juntamente com a Five Rivers Cattle Feeding (a maior parceira da JBS USA na área de produção) e suas equipes de Bem-estar Animal, fornecem aos motoristas treinamento de segurança e manejo de animais. Os materiais de treinamento são baseados no programa BQAT, que é amplamente reconhecido como o padrão da indústria para treinamento de motoristas de caminhão.

As instalações de produção de carne bovina e suína nos Estados Unidos e Canadá também exigem que todos os transportadores apresentem documentação que demonstre seu entendimento e adesão às diretrizes da JBS USA e, nos Estados Unidos, a certificação com Beef Quality Assurance Transportation (BQAT), Canadian Livestock Transportation (CLT), e os programas de Garantia de Qualidade de Transporte (TQA) do National Pork Board. O manejo inadequado do gado resulta em ações corretivas imediatas e pode resultar na proibição permanente do transportador de entregar animais nas instalações da JBS USA no futuro.

Na Pilgrim’s, quando há tempo frio, são adicionados painéis laterais e frontais às gaiolas de transporte para manter as aves aquecidas. Durante os meses de verão, o número de frangos por gaiola são reduzidos, além disso, mantem-se um resfriamento e o estresse por calor é minimizado com sombra, ventiladores e nebulizadores. A companhia trabalha para minimizar a quantidade de tempo que os frangos passam em gaiolas, de acordo com as práticas de bem-estar animal adequadas à região. Também há monitoramento de métricas de bem-estar animal de manuseio e transporte de frangos.

Na Europa, as instalações de produção de carne suína e de cordeiro aprovadas exigem que o animal seja movido em seus grupos sociais e os reboques sejam equipados com plataformas elevatórias para tornar o carregamento o mais livre de estresse possível. Os reboques são forrados com palha e, nos meses de verão, é fornecida água potável extra. Monitoramos o tempo de transporte com um tempo médio de viagem de quatro horas. 

A posição da companhia é de que nenhum animal fique em trânsito para uma unidade de produção de Pilgrim’s UK por mais de oito horas.