Responsabilidade com o Planeta

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Segurança Hídrica

A gestão dos recursos hídricos está na base da cadeia produtiva da JBS. A água é fundamental para o desenvolvimento de animais e de vegetais (alimento da cadeia animal), além de assegurar os padrões sanitários dos processos e dos produtos, como a higienização de áreas, equipamentos e utensílios na operação.

O compromisso da companhia é  priorizar o uso sustentável da água em todas as unidades, desenvolvendo estratégias para garantir a máxima eficiência em seu uso e reuso. Tais diretrizes estão previstas na Política Global de Meio Ambiente e Biodiversidade da companhia. 

A companhia está ciente de que algumas instalações da JBS USA estão localizadas em áreas de estresse hídrico, que requerem foco estratégico para garantir uma gestão adequada.

A qualidade da água é uma prioridade importante para a JBS, que trabalha continuamente para garantir que todo o efluente que descarta atenda ou supere os padrões regulatórios e internos. Assim, todo efluente gerado é tratado, seja internamente ou pelo sistema público.

Os principais indicadores medidos são volume de água captada por fonte, o volume de água reutilizada e o volume de efluente gerado por fonte de descarte e análises realizadas periodicamente. O indicador de desempenho usado é o consumo de água por tonelada de produto, um indicador de intensidade. 

Em 2020, foram investidos R$ 160 milhões em melhorias no uso da água e gestão de efluentes globalmente.

Processo de Governança

No Brasil, a companhia conta com o Programa de Gestão Sustentável das Águas (PGSA) que tem seu desempenho acompanhado pelo Comitê de Responsabilidade Socioambiental. Essas informações são essenciais para orientar ou aprovar a gestão da equipe e estabelecer um plano de desenvolvimento de metas, novos projetos, análise de novos investimentos, orçamento, planejamento de negócios (volumes e locais de produção), gerenciamento de riscos e outros itens.

Com foco no aumento da eficiência e no controle de riscos de desabastecimento, a iniciativa pretende:

  • Identificar as unidades da JBS e as microbacias hidrográficas críticas e prioritárias;
  • Desenvolver projetos, definir alocação de investimentos e estabelecer metas de redução no consumo de água nos processos produtivos;
  • Engajar lideranças e colaboradores;
  • Elaborar soluções inovadoras para o reuso da água.

O PGSA integra todos os negócios da companhia no Brasil: Friboi, Seara, JBS Couros e JBS Novos Negócios. Conta com o apoio de um grupo técnico de trabalho e sua governança é conduzida pela área de Sustentabilidade.

Cada unidade produtiva da JBS possui o suporte de especialistas em meio ambiente responsáveis pela coleta, reporte e monitoramento dos indicadores relacionados à retirada de água por fonte, ao uso de água por intensidade de produção e ao volume de efluentes gerados e tratados. 

O PGSA fornece diretrizes a todos os processos relacionados ao uso da água em mais de 100 unidades industriais distribuídas de norte a sul do país. Integra, portanto, a gestão dos recursos hídricos dos diferentes negócios da companhia, quais sejam: processamento de proteína animal e produtos alimentícios de valor agregado, além dos negócios correlacionados, como couro, biodiesel, produtos de higiene pessoal e limpeza, soluções em gestão de resíduos sólidos, embalagens metálicas, entre outros.

Trajetória do PGSA

A gestão da água é crucial para a viabilidade a longo prazo. Em toda a empresa, a abordagem para a gestão hídrica é definida corporativamente, mas as metas e objetivos são estabelecidos por cada unidade para garantir o comprometimento e a responsabilidade.

Esse trabalho é conduzido em estreita colaboração com os governos federais, estaduais e municipais para tratar de questões complexas e desenvolver soluções em conjunto. Anualmente, cada unidade investe recursos para garantir que permaneça alinhada e comprometida com nossa Política Ambiental, ao mesmo tempo em que aborda os desafios locais de maneira adequada.

Gestão hídrica

O desempenho no uso da água de cada unidade é avaliado diariamente por uma equipe técnica e a gestão principal das unidades. Caso sejam identificados desvios são elaborados planos de ação para melhoria dos indicadores.

Os parâmetros monitorados também são reportados em um software corporativo informatizado  que permite a gestão e avaliação de desempenho dos indicadores globais de sustentabilidade da empresa.  Os dados de desempenho são informados aos gerentes de ambiente corporativo e ao diretor de operações e também apresentados aos presidentes dos negócios.

As unidades produtivas estão submetidas às legislações federais no âmbito de gestão da água, tais como para lançamento de efluentes (Conama 430/2011 no Brasil) e água de abastecimento (Portaria de Consolidação No 5/2017 também no Brasil).

O maior desafio para a gestão hídrica está vinculado à qualidade da água, mas a disponibilidade também é fator determinante em locais específicos. Para controlar esse risco, são feitos investimentos em equipamentos automáticos de controle de operação/desinfecção, bem como melhorias estruturais e padronização de controles em estações de tratamento de água (ETA). A construção de reservatórios de armazenamento de água bruta e a redução do consumo de água, e redução de desperdício, têm sido as estratégias para suprir eventuais emergências em período de estiagem.

Reuso de água

A JBS trabalha em função do desenvolvimento de estratégias e projetos para garantir a máxima eficiência no uso e reuso de água e de minimizar a necessidade de novas fontes de captação. Além de monitorar a captação de água da chuva, a empresa tem como premissa a reutilização dessa água em diversos momentos do processo.

Muitas dessas ações são compartilhadas pelas operações da JBS em todo o mundo. As iniciativas de reuso e reciclagem de água representam grande oportunidade para a economia desse recurso. A água de reuso é empregada, principalmente, em processos de limpeza de áreas externas e resfriamento de equipamentos, de acordo com as normas sanitárias existentes. É importante observar que especificidades de leis locais de cada país delimitam em quais operações a água de reuso pode ser utilizada.

A reutilização de água alcançou 2,2 bilhão de litros.

Gestão de efluentes

Todo o efluente resultante das operações segue para estações de tratamento próprias ou para sistemas públicos de tratamento. Em 2020, foram investidos R$ 160 milhões em tratamento de água e esgoto em todo mundo. A companhia realiza o monitoramento constante do desempenho das estações de tratamento de efluentes e acompanha o atendimento dos padrões físico-químicos determinados pela legislação.

Com relação aos seus efluentes, a companhia tem atuado em várias frentes para melhoria da gestão e para gerar resultados mais eficientes no tratamento. Entre as iniciativas de destaque, estão:

  • Reaproveitamento do resíduo sólido coletado após a sedimentação dos efluentes, que é destinado como matéria-prima para coprodutos ou graxaria (coleta e reciclagem dos resíduos do processo produtivo de proteína animal);
  • Sistema de coleta de sebo que é destinado para incorporação na graxaria;
  • O rúmen coletado e destinado para compostagem, aplicação no solo ou utilizado como combustível em caldeiras;
  • Investimento em procedimentos para redução da carga orgânica por meio de sistemas de tratamento bem dimensionados e que garantem alta eficiência;
  • Adoção de sistemas de flotadores e lagoas anaeróbias ajudam a reduzir as emissões provenientes dos efluentes. Nas unidades de Três Passos e Seberi, ambas no Rio Grande do Sul, biodigestores queimam gás metano na caldeira e por meio de flare, respectivamente;
  • Adoção de projetos de fertirrigação e compostagem par aproveitamento de alguns resíduos como fertilizantes.

Indicadores de Gestão

Para consultar a performance dos Indicadores de Gestão, consulte a Central de Indicadores.

Objetivos e metas

A JBS está comprometida, globalmente, em reduzir, até 2030, 15% no uso de água por intensidade em relação a 2019, a ser medido por m3/ton de produto produzido. 

Risco Hídrico

A gestão de risco hídrico no Brasil é feita pelo Programa de Gestão Sustentável de Água (PGSA), que considera em sua análise:

  • Fatores externos: Risco de desabastecimento – histórico e previsão futura de falta de água
  • Fatores Internos: Avaliação da microbacia hidrográfica – balanço hídrico entre oferta e demanda de água (superficial ou subterrânea)

Para os fatores internos foram avaliadas fontes públicas, como por exemplo o Aqueduct do WRI. 

De acordo com a matriz de criticidade hídrica, 73% das fábricas da JBS no Brasil apresentam grau de risco hídrico baixo ou médio-baixo. As fábricas diagnosticadas com risco alto representam apenas 2% do total.

Como consequências desse diagnóstico, foi possível:

  • Mensurar impactos financeiros relacionados a água;
  • Utilizar, cada vez mais, metodologias e ferramentas estratégicas para a tomada de decisão na priorização dos investimentos;
  • Atuar proativamente para mitigação dos riscos.

Em paralelo, existe um trabalho contínuo de conscientização dos times das fábricas sobre a importância do uso inteligente da água. Também faz parte da rotina de todas as unidades produtivas o controle do uso da água por intensidade de produção, assim como a gestão de acordo com metas anuais de uso de água.

Hoje, a JBS garante que mais de 80% do volume de água captada e utilizada em todos os processos industriais retornam ao meio ambiente, em conformidade com os padrões de qualidade e segurança.

A JBS USA conduziu uma avaliação abrangente do risco hídrico em cada unidade, incluindo quantidade (estresse hídrico de linha de base, variabilidade interanual, variabilidade sazonal, ocorrência de inundação, gravidade da seca, armazenamento a montante e armazenamento de água subterrânea), qualidade (taxa de fluxo de retorno e terra protegida a montante) e risco regulatório e de reputação (cobertura midiática, acesso à água e anfíbios ameaçados).

A avaliação identifica áreas com maior exposição aos riscos hídricos supramencionados. De acordo com o gráfico, a maioria de nossas unidades tem de baixo a médio ou médio a alto risco, conforme definido pelo World Resources Institute Aqueduct, 2014.

A avaliação de risco hídrico nos permite identificar e priorizar projetos de recursos hídricos que sejam localmente relevantes para cada bacia hidrográfica, e reduzir os nossos impactos.

Políticas Públicas, Setoriais e Ações Locais

Para a companhia é fundamental poder atuar setorialmente influenciando e liderando o setor em ações que possam contribuir com as diversas frentes de sustentabilidade. Assim, a JBS atua em Comitês, Câmaras, Grupos de Trabalho de forma a influenciar a tomada de decisões e práticas mais sustentáveis.

Os responsáveis ambientais das unidades da JBS no Brasil integram-se a diversos comitês regionais de bacias hidrográficas em conjunto com governo, iniciativa privada e sociedade. Dessa forma, é possível influenciar positivamente as políticas públicas por meio do envolvimento com os tomadores de decisão política e garantir que a companhia esteja alinhada com as políticas da região. Nesses fóruns e eventos, para se certificar de que os representantes da companhia estejam alinhados às suas políticas, apenas especialistas em água podem representar a empresa em fóruns e eventos relacionados ao tema.

Além disso, a JBS assumiu em 2018 a presidência da Câmara de Sustentabilidade da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que objetiva a discussão de temas estratégicos como gestão da água, bem-estar animal e mudanças climáticas. Para a empresa, esta é uma oportunidade de interagir com outros atores, representar tendências do setor e acessar políticas públicas, assim como liderar as iniciativas em consonância com suas políticas internas. Além disso, compõe o Comitê de Sustentabilidade da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), composto pelas maiores empresas do setor, além de sua participação no Grupo de Trabalho de Água estabelecido pelo CEBDS – Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável.

Gestão de Fornecedores

A JBS avançou no Protocolo da Cadeia de Suprimentos no sentido de acompanhar qual é a fonte de água nas fazendas de fornecedores, por auditoria de terceira parte. Na cadeia produtiva de suínos e aves, 100% dos produtores integrados no mundo recebem visitas e assistência técnica da empresa. Listas de verificação são aplicadas para identificar a fonte de água, e o fornecedor não pode fornecer para a JBS se propriedade não puder garantir a livre demanda de água para os animais.

CDP Água

O CDP, maior e mais respeitada plataforma global de informações corporativas de sustentabilidade, avaliou a JBS em relação à Segurança Hídrica e obteve nota B estando entre as melhores posições entre as brasileiras do setor Food, Beverage & Tobacco (Alimentos, Bebidas & Tabaco).

Desde 2015, a JBS utiliza a ferramenta para reportar sua performance em gestão dos recursos hídricos (programa CDP Água),